ESTÊVÃO BERTONI
DE SÃO PAULO
Apaixonado por teatro e pelo time do Santos, Celsus Pimenta Requejo não hesitava em pegar a ponte aérea para ver no Rio uma peça ou a equipe do coração jogar.DE SÃO PAULO
Leia sobre outras mortes
Depois que se aposentou em 1988, ele tinha tempo de sobra para aproveitar a vida e fazer algumas viagens, conta a mulher, Vanda, que se recorda daqueles tempos com o marido como "anos bons".
Natural de São Vicente, no litoral paulista, Celsus era neto de espanhóis e filho do dono de uma agência de turismo. A família, porém, ficou pouco tempo na cidade e decidiu vir para São Paulo.
Quando terminou os estudos, teve vontade de ser professor de latim. Mas não foi adiante. Entrou em direito e se formou pela USP em 1951.
Logo prestou concurso para inspetor do trabalho. Ao se aposentar, o cargo tinha outro nome: auditor fiscal do trabalho. Como havia se formado ainda na década de 50, lembra a mulher, ele não ficou impedido de ter função pública e o próprio escritório. "Só não podia advogar contra o Estado", conta Vanda.
Ela, também advogada e auditora, conheceu o marido justamente no trabalho. Antes, Celsius fora casado e tivera dois filhos; Vanda era viúva e também tinha filhos.
Quando fez 70 anos, ele decidiu fechar o escritório. Mas continuou dando dicas para uma neta da mulher, advogada que sempre o telefonava para tirar dúvidas.
Em 2004, teve um câncer de próstata. Em 2007, a doença se agravou. Morreu na terça, aos 82, deixando viúva, duas filhas e quatro netos.
A missa de sétimo dia será hoje, às 19h, na igreja São José, no Ipiranga, em SP.
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