romancista cubano Leonardo Padura afirmou nesta segunda-feira que a geração que cresceu com a revolução de Fidel Castro terá um "choque frontal" na urgência de "se reciclar" devido às mudanças econômicas propostas pelo presidente Raúl Castro, que exigem "novas respostas" e não "velhas palavras de ordem".
"Quantos indivíduos pertencentes a esta geração com entre 45 e 55 anos estão em condições físicas e psicológicas de se reciclarem no novo modelo econômico que está em gestação?", questionou-se Padura, em artigo do portal digital Observatório Crítico.
Entre as medidas governamentais para descentralizar e tornar a economia eficiente está em andamento a demissão de 500 mil trabalhadores estatais, que devem procurar alternativas na iniciativa privada e cooperativa ou em setores estatais como o da construção e o da agricultura.
"Quantos podem se tornar agricultores, construtores, policiais ou trabalhadores por conta própria, levando em conta sua idade e capacidades?", questionou o escritor no portal observatoriocriticodesdecuba.wordpress.com.
Padura, que aos 55 anos faz parte desta população que corresponde a 1,6 milhão dos 11,2 milhões de habitantes de Cuba, a define como "a geração escondida, por sua proverbial falta de rosto público e de capacidade para decidir suas opções de vida e futuro em uma sociedade que esteve duramente regulamentada".
Agora, esta geração precisa buscar realocar-se em um sistema competitivo, com novos impostos, "ao qual chegam com seus conhecimentos em disputa com os conhecimentos, as capacidades e a força da geração que os sucede e, dramaticamente, com a possibilidade de uma aposentadoria atrasada por cinco anos mais por uma legislação recente", afirmou.
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