domingo, 26 de dezembro de 2010

Índice de atrasos nos aeroportos chega a 20,6% no dia seguinte ao Natal

Os aeroportos do país registraram 20,6% de atrasos de mais de meia hora nos voos domésticos até as 23h deste domingo (26): dos 2.196 programados, 453 partiram fora do horário; outros 95 (4,4%) foram cancelados, segundo a Infraero (estatal que administra os aeroportos). Entre os voos internacionais, o índice de atraso é de 16,3% --dos 202 programados, 33 estavam atrasados e 13 foram cancelados.
Entre os aeroportos das maiores capitais do país, o
Tancredo Neves, em Belo Horizonte, registra o maior índice: dos 132 voos domésticos programados até o horário, 42 (31,8%) estavam atrasados e oito foram cancelados.

No aeroporto Tom Jobim, no Rio de Janeiro, dos 126 voos programados, 36 (28,6%) atrasaram em mais de meia hora e sete (5,6%) foram cancelados.
Em Brasília, dos 179 voos previstos, 44 (24,6%) estavam saindo fora do horário, e cinco foram cancelados.
Em Cumbica, Guarulhos (Grande São Paulo), dos 234 voos domésticos programados, 51 (21,8%) saíram com atraso e 14 (6%) foram cancelados. Em Congonhas, os atrasos eram de 27,4% (57) dos 208 programados.
No sábado (25), 359 (17,2%) voos decolaram com atraso e 190 foram cancelados durante todo o dia.

Aeroviários vão retomar negociações com empresas

A greve dos funcionários das empresas aéreas, que estava prevista para a última quinta-feira (23), foi suspensa até 2 de janeiro, como determina a liminar do TST (Tribunal Superior do Trabalho).
Mas os aeroviários (funcionários das companhias aéreas que trabalham em terra) retomarão, na próxima segunda-feira (27), as negociações com o Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aéreas) para rediscutir a proposta de reajuste salarial de 8%, apresentada esta semana pelas empresas.
O secretário-geral do SNA (Sindicato Nacional dos Aeroviários), Marcelo Schmidt, adiantou à Agência Brasil que a proposta das empresas é insuficiente, já que as categorias, aeroviários e aeronautas, reivindicam um aumento entre 13% e 15%.
“[A proposta] Não toca nos pisos [salariais], não trata de forma diferente os salários mais baixos, que são uma vergonha, de R$ 700, e também não atinge os dois dígitos, que são aquilo que a gente acha justo para essa repartição do bolo”, disse Schmidt.
Ainda segundo o secretário-geral da SNA, os aeroviários vão continuar organizando manifestações nos aeroportos, obedecendo a decisão do TST, que limitou a paralização a 20% do efetivo. “As movimentações de greve vão continuar normais, dentro daquilo que o TST fixou”, assegurou Schmidt.

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