segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Infraero registra atraso em 12,6% dos voos no país

Balanço divulgado pela Infraero (estatal que administra os aeroportos) nesta segunda-feira aponta que 12,6% dos voos domésticos programados desde a 0h até as 6h registraram atrasos acima de 30 minutos.
Dos 278 voos programados, 35 sofreram atrasos. No mesmo período, cinco voos foram cancelados, o que representa 1,8% do total, e dois (0,7%) apresentaram atraso momentâneo.
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Até as 6h, o aeroporto de Guarulhos (Grande São Paulo) apresentava 36.4% (4) dos voos nacionais atrasos entre os 11 programados e um cancelado. Com relação aos voos internacionais, dos 9 programados até as 06h de hoje apenas um apresentava atraso. O Aeroporto de Congonhas abre apenas às 6 horas.
No aeroporto Tom Jobim (Galeão), dos 11 previstos, houve atraso em dois (18.2 %) e nenhum voo foi cancelado.
GREVE
O SNA (Sindicato Nacional dos Aeroviários) conseguiu cancelar na Justiça, na noite de quinta-feira (23), uma liminar da Justiça Federal no Distrito Federal que estendia até 10 de janeiro a proibição de greve da categoria, sob pena de multa de R$ 3 milhões por dia no caso de descumprimento.
Portanto, fica mantida a decisão do TST (Tribunal Superior do Trabalho), da última quarta-feira (22), que determina atividade de 80% do efetivo dos aeronautas e aeroviários entre 23 de dezembro e 2 de janeiro de 2011.
A ameaça de greve dos funcionários começou após impasse nas negociações do reajuste salarial. No início da negociação, as empresas queriam apenas repor a inflação --calculada em 6% pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor)-- e oferecer ganhos reais somente a partir de abril. Os aeroviários (trabalhadores em terra) pediram reajuste de salários de 13% e um percentual ainda maior, de 30%, para os que recebem o piso. Os aeronautas aeronautas (pilotos e comissários) queriam aumento de 15%.
Após reunião na manhã de quinta, o sindicato patronal apresentou proposta de reajuste de 8% e desistiu, por enquanto, de mudar o dissídio (negociação de reajuste salarial) de dezembro para abril. A greve foi suspensa pelos funcionários, mas um acordo ainda não foi fechado.

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