segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Iraque: duplo atentado suicida deixa 10 mortos e 51 feridos

Veículos da polícia foram danificados em um atentado suicida com carro-bomba, que deixou uma cratera no solo. Foto: AFP
Veículos da polícia foram danificados em um atentado suicida com carro-bomba, que deixou uma cratera no solo
Pelo menos dez pessoas morreram nesta segunda-feira e outras 51 ficaram feridas em um duplo atentado suicida perpetrado na cidade central de Ramadi, informaram fontes policiais, que acrescentaram que as explosões foram registradas perto de um recinto do governo situado nessa cidade, capital da província de Al Anbar, uma das mais conflituosas do país.
Quando policiais e civis se juntaram no lugar para dar assistência às vítimas, outro suicida que levava um cinto com explosivos detonou a bomba. As fontes não descartaram que seja maior o saldo final de vítimas fatais. A área ficou isolada por forças de segurança pelo temor que haja novos ataques.

"Um carro-bomba explodiu às 9h30 (4H30 de Brasília) e 15 minutos depois, no mesmo local, um homem-bomba detonou explosivos", disse o porta-voz da polícia de Ramadi, Rahim Zebine. "Sete foram mortos, entre eles quatro policiais, e 51 foram feridos, incluindo mulheres e crianças", completou Zebine.
Entre as vítimas há cinco policiais mortos e dez agentes feridos. As duas explosões destruíram vários veículos e causaram danos em prédios próximos. É o terceiro atentado grave que registrado este mês em Ramadi. Os dois anteriores, ambos no dia 12 de dezembro, em um estacionamento de ônibus e nas proximidades do prédio do governo, causaram um total de 17 mortos e 23 feridos.
De maioria sunita e com cerca de 1,2 milhão de habitantes, a província de Al-Anbar é a mais extensa do Iraque e faz fronteira com a Síria, Jordânia e Arábia Saudita. Há vários anos foi frequente cenário de numerosas ações de insurgentes sunitas e grupos vinculados à Al Qaeda, e também foi a região pela qual entraram combatentes árabes procedentes de outros países da região.
A intervenção das forças de segurança e de milicianos sunitas governamentais fez com que estas ações violentas se reduzissem em Al-Anbar, enquanto aumentaram em outros lugares.

Com informações da agência AFP.

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