terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Nigéria diz que mais de 80 morreram em ataques na véspera de Natal

As autoridades nigerianas divulgaram nesta terça-feira um novo balanço dos confrontos entre jovens muçulmanos e cristãos, na véspera de Natal, na cidade de Jos, elevando para ao menos 80 o número de mortos. Outras 189 pessoas continuam hospitalizadas.
"Recuperamos 80 cadáveres até agora em Jos", disse Daniel Gambo, diretor de comunicação da Agência de Gestão de Emergências Nacional da Nigéria (Nema).
Segundo Gambo, 70 feridos receberam alta após os atentados nos cinco hospitais de Jos em que foram atendidos. Previamente, as autoridades tinham situado o número de mortos em 40 e os feridos acima dos 70.
Afolabi Sotunde-25.dez.10/Reuters
Pessoa passam por estrada na cidade de Jos onde caminhão foi incendiado; ao menos 80 mortos nos confrontos
Pessoa passam por estrada na cidade de Jos onde caminhão foi incendiado; ao menos 80 mortos nos confrontos
Uma autoridade da defesa disse que dois suspeitos foram presos na segunda-feira em Jos, capital do Estado de Plateau, por porte de dinamite e armamento perigoso.
As nove explosões, que afetaram especialmente as zonas habitadas por cristãos em Jos, foram assumidas por um grupo supostamente islâmico, desconhecido até agora.
Dois dias após os atentados da noite de sexta-feira (24), um grupo de jovens cristãos atacou zonas da cidade povoadas por muçulmanos e, segundo as autoridades, causaram pelo menos um morto e incendiaram edifícios e comércios.
A força militar na zona de Jos, capital do Estado central de Plateau, advertiu que disparará contra qualquer pessoa que tente perpetrar ações violentas ou provocar incêndios.
O chefe desta força de intervenção, general Hassan Umaru, assinalou nesta terça-feira que "deram instruções para disparar contra todos os que pretendam incendiar uma igreja, uma mesquita ou qualquer outro prédio".
Umaru pediu aos líderes cristãos e muçulmanos da Nigéria para acalmar aos fiéis, especialmente aos jovens.
Os conflitos envolvendo cristãos e muçulmanos na Nigéria mataram mais de 13 mil pessoas desde 1999.

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