A China é destaque no noticiário nesta segunda-feira, na volta do feriado de Natal, após elevar juros no final de semana para combater a inflação no país. O movimento ocorre depois de Pequim ter dito, no início no mês, que estava mudando sua política monetária de "moderadamente afrouxada" para "prudente".
O banco central da China elevou sua taxa básica de juro no sábado pela segunda vez, em 0,25 ponto percentual, para 5,81%. A taxa de depósito também foi elevada em 0,25 ponto, para 2,75%.
No domingo, a China elevou o juro para empréstimo hipotecário em 0,25 ponto percentual. A taxa para financiamentos superiores a cinco anos no país será de 4,3%. Para créditos de cinco anos ou menos, o juro será de 3,75%.
Logo após o anúncio no sábado, o economista-chefe para a China do Morgan Stanley em Hong Kong, Qing Wang, disse que "comparado aos aumentos de juros do começo do ano, esse aumento no fim do ano terá um impacto maior, já que os juros dos empréstimos de médio e longo prazos e de depósito são recompostos no início de cada ano de acordo com o juro de base".
A medida chinesa tinha impacto misto nas principais praças acionárias globais, servindo como argumento para alguma realização de lucros. Os volumes, contudo, tendem a continuar reduzidos em razão da proximidade do encerramento de 2010 e de feriados relacionados ao final do ano.
Na Europa, o índice FTSEurofirst 300 recuava 0,77% às 7h50 (de Brasília), mesma direção adotada pelo futuro do S&P500 nos Estados Unidos, com queda de 0,45%, a 1.247 pontos. Na Ásia, o índice de Xangai também caiu, 1,9%. Mas o japonês Nikkei fechou o dia em alta de 0,75%.
O índice MSCI para ações globais registrava variação negativa 0,06%, enquanto o para ações emergentes recuava 0,05%. O índice MSCI de ações da região Ásia-Pacífico (com exceção do Japão) subia levemente, em 0,05%.
No segmento de moedas, o índice DXY, que mede o valor do dólar ante outras divisas, perdia 0,26%. O euro era negociado a US$ 1,3155, ante US$ 1,3115 no dia 24. Na comparação com o iene, o dólar era transacionado a 82,80 ienes, ante 82,86 ienes na última sessão.
Entre as commodities, o petróleo desvalorizava-se 0,14%, a US$ 91,38 o barril, nas operações eletrônicas em Nova York.
No Brasil, a sessão reserva os tradicionais dados semanais de segunda-feira: a pesquisa Focus e balança comercial, além do Índice Nacional do Custo da Construção - Mercado (INCC-M) de dezembro.
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