Santos, de 59 anos, "adotou uma série de posições que contrastam com as de seu antecessor, Álvaro Uribe, um firme aliado dos Estados Unidos", acrescenta o jornal em artigo no qual resume duas entrevistas com o líder colombiano, que assumiu o cargo em agosto.
Colômbia recebeu cerca de US$ 9 bilhões de ajuda dos Estados Unidos na última década e Chávez chegou a qualificar Santos, que foi ministro da Defesa no Governo de Uribe, como "o pró-americano número um".
"Em suas entrevistas recentes com o ''Post'', Santos disse que percebeu que suas ações causaram perplexidade tanto na Colômbia como em Washington, que foi um parceiro na luta da Colômbia contra os traficantes de drogas e os rebeldes marxistas", disse no artigo.
De fato a vitória eleitoral arrasadora de Santos na eleição de junho foi avaliada como, segundo o jornal, uma mensagem de apoio para as políticas de Uribe.
"Pensaram que eu ia ser um substituto do presidente Uribe e que, simplesmente, continuaria suas políticas", disse Santos para reforçar que "isso foi um absurdo desde o princípio".
"Uribe é Uribe, e Santos é Santos, e Santos tem um enfoque diferente", acrescentou.
Mas, afirmou o "Post", "alguns políticos americanos acreditam que a mudança do Governo na Colômbia deixou os Estados Unidos em melhor posição porque muitos líderes sul-americanos desconfiavam de Uribe e o achavam muito militarista".
A decisão de Santos de superar a prolongada disputa entre Colômbia e Venezuela teve o apoio do Governo do presidente Barack Obama que identifica um benefício para os EUA, apontou o artigo.
O ex-embaixador americano na Colômbia Myles Frechette disse ao jornal que "Santos está fazendo algo que é absolutamente fantástico".
"Santos está levando a Colômbia diplomaticamente ao século XXI, dialoga com os brasileiros e todos os demais,", acrescentou o ex-diplomata.
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