Representante especial da Organização dos Estados Americanos (OEA) no Haiti, o brasileiro Ricardo Seitenfus deixará o país caribenho em janeiro, após dois anos de missão, segundo declarou, nesta terça-feira, o secretário-geral adjunto da entidade, Albert Ramdin.
Seitenfus criticou, em entrevista recente a um jornal suíço, o papel da comunidade internacional e, especialmente da Missão das Nações Unidas (Minustah), à qual acusou de impor sua presença no Haiti desde 2004.
As declarações foram "infelizes", mas nada têm a ver com a saída de Seitenfus do Haiti, assegurou Ramdin. "Ele está saindo do país por decisão própria", após tê-lo solicitado há quatro meses, disse.
Segundo o secretário-adjunto, a OEA ainda não tomou uma decisão sobre a substituição de Seitenfus, explicou Ramdin.
A organização tem previsto mandar, a partir de quarta-feira, uma equipe de especialistas ao Haiti para supervisionar a contagem dos votos nas últimas eleições presidenciais, cujos resultados definitivos ainda não foram anunciados.
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