O retorno forçado ao país de origem de 166 refugiados birmaneses - em sua maioria, mulheres e crianças - que estavam na Tailândia preocupa as Nações Unidas. A organização pediu ao Governo tailandês, nesta terça-feira, que se abstenha de propiciar qualquer retorno que não seja voluntário.
O Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) lembrou que a Tailândia se comprometeu a respeitar o princípio de não obrigar ninguém a retornar a uma situação de perigo.
No último dia 25, as autoridades tailandesas disseram a um grupo de refugiados de Mianmar que deviam abandonar os centros temporários nos quais estavam vivendo, localizados na província de Tak, apesar de que estes manifestaram desacordo por razões de segurança.
Nos locais de origem do grupo de refugiados, do lado birmanês da fronteira, foram registrados combates nos últimos dois meses.
Com relação ao assunto, a Acnur afirmou que aprecia a política da Tailândia de permitir o ingresso em seu território de cidadãos birmaneses quando se registram tais enfrentamentos, mas lembrou que os retornos só devem ocorrer quando as condições de segurança permitam, fazendo com que as vítimas atuem de maneira livre.
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