"Piñera está ligado a um certo número de negócios questionáveis, mas os eleitores parecem relativamente desinteressados com isto", revela um despacho enviado em 2009 pela diplomata americana Carol Urban, quando o empresário ainda era candidato à presidência.
"Tenaz e competitivo, Piñera cuida tanto dos negócios como da política chegando aos limites da lei e da ética", destaca Urban.
O despacho cita um relatório da Transparência Internacional de 2006 que revela que Piñera, então o principal acionista da Lan Chile, comprou ações horas antes da publicação de um relatório financeiro da companhia aérea.
Segundo a embaixada dos EUA no Chile, Piñera é um "homem de negócios competitivo e político inclinado a assumir riscos".
Piñera venceu as eleições de janeiro passado e em março chegou ao poder prometendo vender suas ações da LAN, da TV Chilevisión e do clube de futebol Colo Colo, tarefa que concluiu em 24 de dezembro passado.
Após a divulgação da notícia, o chanceler chileno, Alfredo Moreno, informou que recebeu um telefonema de Arturo Valenzuela, "encarregado do departamento americano de Estado, que pediu desculpas pelo vazamento...".
Segundo Valenzuela, a análise sobre Piñera "não representava a opinião dos Estados Unidos nem de sua diplomacia". "Foi apenas um relatório, como fazem muitos funcionários em todo o mundo".
Nenhum comentário:
Postar um comentário